O MaisLeituras é um Blogue criado pela equipa do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, no âmbito do projeto Novas Oportunidades a Ler+, para que os adultos que frequentam o CNO se sintam motivados a aprofundarem o seu gosto pela leitura e a descobrirem o prazer de ler.

18 de dezembro de 2010

Um conto de Natal

O Cavaleiro da Dinamarca é um livro de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 - 2004), editado em Portugal em 1964.
A obra conta a história de um homem (o cavaleiro) que vivia com a sua família numa floresta da Dinamarca, no Norte da Europa.
Numa noite de Natal, durante a ceia, quando todos estavam reunidos à volta da mesa, a comer e a contar histórias, comunicou-lhes que iria partir em peregrinação à Terra Santa, para orar na gruta onde Jesus de Nazaré tinha nascido e que, portanto, dessa noite a um ano não estaria com eles prometendo que, dessa noite a dois anos, estariam juntos de novo.
Uma obra mágica que, rapidamente, se transformou num clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores. Para ler, na noite de Natal....

9 de novembro de 2010

Como caem muros

Assinala-se hoje uma data que ficará, para sempre, gravada na História Universal. Com efeito, O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989, depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como A Queda do Muro.
O MaisLeituras, não querendo deixar de assinalar esta efeméride, tem para este mês uma proposta differente. Porque a relação entre Cinema e Literatura data do momento em que o cinema descobriu o seu potencial narrativo, propomos aos nossos amigos leitores que vejam um filme: Good Bye, Lenin! (Adeus Lenine!), um filme alemão de 2003 dirigido por Wolfgang Becker.
Inspirado nesse período importante da história cultural da Europa - a queda do Muro de Berlim e a reunificação das duas Alemanhas - Wolfgang Becker usa como pano de fundo personagens reais, para contar a história de Alex, o protagonista, na Alemanha de Leste, filho de uma militante socialista que entra em coma poucos dias antes da queda do Muro. Quando acorda, oito meses mais tarde, o filho, sabendo da dedicação da mãe à causa política, decide montar uma delirante encenação (de pessoas, objectos e situações) que faça com que a senhora continue a julgar que vive num país... onde nada se alterou.
A não perder!

30 de outubro de 2010

Visita à Casa Museu Camilo Castelo Branco [2]

“Nós não somos o que sabemos. Somos o que estamos dispostos a aprender”
Council On Ideas

É já no próximo dia 5 de Novembro que um grupo de formandos de Nível Secundário vai deslocar-se, com a equipa técnico pedagógica do CNO, à Casa de Camilo em S. Miguel de Seide.
No domínio das áreas de competências-chave de Cidadania e Profissionalidade e Cultura, Língua e Comunicação, pretende-se com esta actividade que os formandos consigam atingir os seguintes objectivos:
  • Perspectivar a dimensão da Cultura enquanto sector articulável com outras esferas de intervenção.
  • Promover o acesso dos formandos a actividades de sensibilização para a cultura como condição significativa da participação activa na sociedade.
  • Incentivar o gosto pela leitura e pelos escritores de língua portuguesa, no âmbito do Plano Nacional de Leitura – Novas Oportunidades a LER+.
  • Fomentar o respeito pelo património cultural local.
Partindo da informação colhida na visita, os formandos serão convidados a elaborar uma reflexão crítica e pessoal sobre a importância do património literário local no desenvolvimento das competências pessoais e sociais.


Informações sobre o autor aqui

20 de outubro de 2010

Visita à Casa Museu Camilo Castelo Branco [1]

Fique atento! Em breve, revelaremos mais pormenores sobre esta actividade ligada ao patrono da nossa escola.
http://www.camilocastelobranco.org/
Clique no link acima para visitar o site oficial da Casa Museu

8 de outubro de 2010

Sugestão do mês de Outubro

A Cidade e os Cães é uma novela do escritor peruano Mario Vargas Llosa, publicada em 1962 e galardoada com diversos prémios.
Esta obra decorre num colégio militar de Lima, Peru, onde os rapazes internos recebem formação escolar e disciplina militar. Nela, narram-se  as diferentes histórias de uns rapazes que descobrem e aprendem a conviver com uma forma militar de vida alienante e onde são submetidos a todo o tipo de humilhações. Não obstante, através deste sistema, alguns encontrarão a força necessária para assumir os seus desafios.
É a partir deste colégio militar que acompanharemos os anseios, as ilusões e as misérias destes alunos, bem como conheceremos os códigos e as leis pelos quais se regem.
Nesta obra, Vargas Llosa critica a forma de vida e cultura castrenses, onde se potencian determinados valores que mutilam o desenvolvimento pessoal dos rapazes deste internato.
Com uma  grande profusão de personagens, Llosa constrói uma narrativa de vidas que se vão entrecruzando, tecendo à volta delas uma trama complexa e envolvente.
 

7 de outubro de 2010

E o Nobel vai para...

O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o Prémio Nobel da Literatura de 2010, foi anunciado hoje em Estocolmo pela Academia Sueca.

“Muito comovido e entusiasmado.” Assim se sentiu Vargas Llosa ao saber que era seu o Nobel da Literatura deste ano. Foram as primeiras declarações do escritor, feitas à agência de notícias peruana Andina e citadas pela Lusa.
(...)
O peruano, de 74 anos, foi distinguido "pela sua cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos", justifica a Academia em comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio do Nobel.
(...)
A atribuição do Prémio Nobel da Literatura a Mario Vargas Llosa é “um grande incentivo” a todos os que se preocupam com os países onde não há democracia ou a liberdade está ameaçada”, disse o filho do escritor, Alvaro Vargas Llosa.

Uma brincadeira?
Entrevistado pelo canal de televisão argentino C5N, o também escritor afirmou que o seu pai pensava que era uma brincadeira quando soube que tinha sido distinguido pela Academia Sueca. Mario Vargas Llosa, de 74 anos, “ficou na dúvida até ao último momento, quando fizeram o anúncio oficial”, disse o filho. Recordou ainda que “há muitos anos”, alguém se fez passar por um membro da academia e anunciou ao seu pai que tinha ganho o Nobel da Literatura.
“Nunca mais teremos que responder à maldita pergunta porque é que não deram o Nobel da Literatura a Vargas Llosa”, comentou. De acordo com a agência de notícias France Press, o laureado dará uma conferência de imprensa hoje à tarde no Instituto Cervantes de Nova Iorque.
Mario Vargas Llosa recebe o 103.º Prémio Nobel da Literatura, atribuído pela primeira vez em 1901. É o 11.º autor de língua espanhola a receber a distinção, depois de laureados como Camilo Jose Cela (1989), Gabriel Garcia Marquez (1982), Pablo Neruda (1971) ou Gabriela Mistral (1945). O autor de língua espanhola que mais recentemente venceu o Nobel literário foi o mexicano Octavio Paz, em 1990.
(...)
Em 1959 publica a sua primeira obra, um conjunto de novelas intitulado “Les caïds”, mas seria quatro anos depois, com a edição de “A cidade e os cães”, que o seu nome ficaria conhecido no mundo literário.
Em 1966, a notoriedade de Llosa confirma-se com o lançamento de “A casa verde”. Seguem-se outras obras como “Conversa na catedral”, “Pantaleão e as visitadoras”, “A tia Júlia e o escrevedor”, “A guerra do fim do mundo”, entre outras.
Além dos ensaios, romances, novelas e teatro traduzidos em todo o mundo, o escritor é ainda conhecido pelas posições políticas que assumiu, nomeadamente na revolução cubana, tendo mesmo deixado Espanha e vivido em Havana. Mas em 1971 Llosa vira costas à revolução castrista e aos movimentos de extrema-esquerda, justificando-o com a oposição à existência de um “líder máximo”. Regressa de novo a Espanha, onde em 1993 consegue a dupla nacionalidade. O escritor, que havia sido distinguido em 1986 com o Prémio Príncipe das Astúrias, venceu no ano seguinte o Prémio Cervantes.
(...)
(Texto com supressões. Leia a notícia completa aqui)

18 de junho de 2010

A Literatura Portuguesa está novamente de luto.

Hoje, 18 de Junho de 2010, morreu José Saramago, uma referência da nossa literatura de projecção mundial.
Nasceu na aldeia da Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro de 1922. Autodidacta, no seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo exercido depois diversas profissões: desenhador, funcionário administratativo da saúde, editor, tradutor e jornalista.
Em 1998, com 75 anos, é o primeiro escritor português a ser galardoado com o Prémio Nobel da Literatura.
Saramago foi sempre um homem polémico e fundamentalmente um apaixonado da escrita. Cada uma das suas obras é uma metáfora da vida humana.
Da sua vasta produção literária destacam-se algumas obras: Memorial do Convento (1982), O Envangelho Segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio Sobre a Cegueira (1995) e Caim (2009).
"Seria perfeito poder reunir em um só lugar, sem diferença de países, de raças, de credos e de línguas, todos quantos me lêem, e passar o resto dos meus dias a conversar com eles."
Cadernos de Lanzarote, Diário I 



3 de junho de 2010

Sugestão do mês de Junho

Aquando do seu aparecimento, em 1984, Fernando Assis Pacheco escreveu serem raras as estreias com tanta qualidade. Depois disso, A Voz dos Deuses, ao longo de sucessivas edições, tornou-se um "clássico" do romance histórico português contemporâneo.
Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, Viriato foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.
Viriato (? - 139 a. C.)

O Navegador Solitário...

Morreu o escritor João Aguiar

O escritor João Aguiar, de 66 anos, morreu hoje, quinta-feira, em Lisboa, vítima de cancro.
João Casimiro Namorado de Aguiar, nascido a 28 de Outubro de 1943, em Lisboa, escreveu mais de duas dezenas de romances e criou duas séries de televisão destinadas ao público mais jovem - "Sebastião e os Mundos Secretos" e o "Bando dos Quatro", no qual ele próprio figura na personagem do Tio João.
Manuel Alberto Valente, editor de João Aguiar, recorda o escritor como uma "pessoa extraordinária, de uma grande inteligência", e sublinha que com a sua morte, hoje, desaparece "um importante autor português do século XX".
"É uma notícia muito dolorosa para mim na medida em que o acompanhei como editor ao longo de praticamente os últimos 20 anos. Parte esmagadora da sua obra foi publicada por mim. É um sentimento de dor e de uma perda de um importante autor português", disse, em declarações à Lusa. (Retirado de aqui)

João Aguiar (28 de outubro de 1943 - 3 de Junho de 2010)

11 de abril de 2010

Sugestão do mês de Abril

Um Pide, em Moçambique, perturbado pela morte do seu pai, a seguir-lhe as pisadas, a sua família – que incluía a mãe e a tia, mulher tresloucada segundo os parâmetros conservadores ocidentais das mulheres –, um cego, uma feiticeira, e um país que respira a cada braçada do escritor. Eis os ingredientes que fazem de Vinto e Zinco uma obra imperdível de Mia Couto.
Em entrevista ao Jornal de Letras de Lisboa, em 1999, o autor afirmou que: "o 25 de Abril não é uma data nossa, de Moçambique. Só indirectamente. O nosso 25 é outro, o de Junho (de 27), a data da independência. (...) O nosso 25 ainda está por vir, por isto este é os vinte e zinco, porque eu ainda continuo a morar numa casa de madeira e zinco. O título tem a ver com isto e com o modo como o 25 de abril foi vivido em Moçambique. Não como uma data de ruptura, como aqui, porque lá a ruptura só se dá um ano e pouco depois."
De leitura obrigatória!



21 de março de 2010

Dia Mundial da Poesia

Trovante : Ser Poeta (Perdidamente)
Música: João Gil
Letra: Florbela Espanca («Charneca em Flor», in «Poesia Completa»)

16 de março de 2010

Recordando... Camilo Castelo Branco

"Nos livros aprendi a fugir ao mal sem o experimentar"
in Camilo Castelo Branco, O Bem e o Mal

Romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor, Camilo Castelo Branco nasceu há 185 anos, a 16 de março de 1825. Profissional das letras multifacetado, cuja obra o posicionou como uma das figuras mais eminentes da literatura portuguesa, legou-nos obras memoráveis, cujo expoente máximo é, para muitos, Amor de Perdição. A ler e reler, uma e outra vez.


8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

Jovens e idosas; mães e filhas, belas e charmosas, hoje é o dia Delas. O MaisLeituras presta a sua homenagem a todas as Mulheres e deseja-lhes um Feliz Dia Internacional da Mulher.

Dia Internacional da Mulher: o outro lado!

O MaisLeituras propõe-lhe a seguir que dedique alguns minutos do seu tempo a ler sobre uma realidade que todos conhecemos e muitos de nós "ignoram". O texto que se segue aponta factos e realidades chocantes, a que não podemos ficar insensíveis.
Ler também é isto: olhar criticamente o mundo que nos rodeia. O texto é longo, mas a mensagem não pode ser ignorada. Jamais.
No dia oito de Março, comemora-se o dia Internacional da Mulher. Na esperança desta data não ser esquecida, escrevo este artigo, tendo como principal objectivo interpelar toda a comunidade educativa e a sociedade em geral, para uma reflexão sobre a temática da violência contra a mulher. Esta é uma realidade conhecida por todos, mas quase sempre envolta em neblina e indiferença. A violência sobre a mulher é na nossa sociedade um tema difícil que nos remete para conceitos como sofrimento, impotência, dor psicológica, desfragmentação, vergonha.
Esta data está mundialmente associada às reivindicações femininas por melhores condições de trabalho, justiça e igualdade social. Embora não seja uma versão consensual, a criação do Dia Internacional da Mulher, está associado a um episódio trágico marcado por uma histórica repressão sobre as mulheres.
Em 1857, 129 tecelãs de Nova Iorque foram mortas dentro da fábrica onde trabalhavam, porque organizaram uma greve para obterem melhores condições de trabalho. No dia oito de Março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo, matando as operárias que apenas queriam melhores condições para exercerem as suas funções. Foi a primeira greve, alguma vez, organizada por mulheres. Este trágico episódio teve apenas, como efeito positivo, uma maior sensibilização da sociedade para este tipo de repressão sobre mulheres, surgindo em 1910 a ideia de criar uma data para marcar as questões femininas e lembrar a morte destas operárias. Em 1911, mais de um milhão de mulheres manifestaram-se na Europa e a data passou a ser comemorada no mundo inteiro.
Os dados estatísticos falam por si. Em Portugal morrem, em cada ano, cerca de 40 mulheres vítimas de algum tipo de violência exercida contra elas. Os agressores estão bem identificados: maridos, ex-maridos e namorados. Sim, namorados. A violência começa, muitas vezes, no namoro e todos temos que estar atentos aos primeiros sinais.
Segundo dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), há, por ano, cerca de 14000 crimes de violência no seio da família e 91% das vítimas são mulheres. A grande maioria (60.4%) dos maus-tratos são físicos, mas também podem ser psíquicos, ameaças, difamação, subtracção de menor, violação de obrigação de alimentos, violação ou abuso sexual…
A violência contra mulheres não é um problema das mulheres: é um problema dos homens, é um problema de toda a sociedade. É um tipo de violação dos direitos humanos e todos os Estados são responsáveis. Temos a obrigação moral de denunciar os casos que conhecemos. Violência contra mulheres é em Portugal um crime público, não podemos ser cúmplices!

Carla Rodrigues
Formadora de Cidadania e Profissionalidade
CNO da Escola Secundária Camilo Castelo Branco

6 de março de 2010

Sugestão do mês de Março

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 3º Ciclo do Ensino Básico, O Rapaz do Pijama às Riscas, de John Boyne, conta a história de Bruno, filho de um militar nazi cuja promoção leva a família a sair de Berlim para uma despovoada região onde Bruno não encontra nada para fazer nem ninguém com quem brincar. Esmagado pelo aborrecimento e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe para não explorar o jardim, por detrás da casa e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Shmuel, um rapaz da sua idade que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência e resultar no despontar da sua consciência sobre o mundo adulto que o rodeia...
Uma história comovente a não perder.

4 de março de 2010

Para todas elas.

Dia 8 de Março é Dia Internacional da Mulher.
O MaisLeituras tem diversas propostas para comemorar esse dia, também através da leitura. Até lá, fiquem com este belíssimo poema (frequente e erradamente atribuído ao poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973), mas, na verdade, de autor desconhecido), intitulado simplesmente: Mulheres.

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo em que acreditam.
Elas levantam-se contra a injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para
as suas crianças poderem tê-los.
Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando as suas crianças adoecem
e alegram-se quando as suas crianças ganham prémios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversário ou um novo casamento.

1 de março de 2010

Sabia que...



Faz hoje 14 anos que morreu Vergílio Ferreira.
Vergílio António Ferreira (Melo, 28 de Janeiro de 1916 — Lisboa, 1 de Março de 1996) foi um escritor português.
Embora formado como professor, foi como escritor que mais se distinguiu. O seu nome continua actualmente associado à literatura através da atribuição do Prémio Vergílio Ferreira. Em 1992, foi galardoado com o Prémio Camões.
A sua vasta obra, geralmente dividida em ficção (romance, conto), ensaio e diário, costuma ser agrupada em dois períodos literários: o Neo-realismo e o Existencialismo. Considera-se que Mudança é a obra que marca a transição entre os dois períodos (fonte: wikipédia).
O MaisLeituras sugere, de entre tantas obras interessantíssimas, que este autor nos deixou, a leitura de Manhã Submersa, um romance publicado em 1953.
O livro retrata o dia-a-dia da vida num seminário e será um pouco biográfico uma vez que o seu autor passou vários anos a estudar num seminário.
A título de curiosidade, refira-se que foi adaptado ao cinema em 1980, num filme realizado por Lauro António.


25 de fevereiro de 2010

...pic-nic de burguesas...

Aniversário do nascimento de Cesário Verde

O pintor nascido poeta.

José Joaquim CESÁRIO VERDE nasceu em Lisboa, a 25 de Fevereiro de 1855 e morreu a 19 de Julho de 1886, vítima de tuberculose.
O pai era um abastado comerciante de Lisboa, e ao mesmo tempo dedicava-se à agricultura, numa quinta em Linda-a-Pastora. Assim, a história da vida do poeta resume-se nos carrinhos percorridos entre Lisboa e Linda-a-Pastora, são esses percursos e essas gentes observadas que toda a sua obra retrata.
A poesia de Cesário distingue-se pela sua linguagem pictórica e realista, plena de imagens extremamente visuais, ao ponto de ser considerado um pintor, e ele próprio afirmando "Pinto quadros por letras, por sinais.".
Silva Pinto, seu amigo, compila, após a sua morte, as produções dispersas em diversos círculos jornalísticos e publica, em Abril de 1887, "O livro de Cesário Verde".

Cesário Verde
                                                                      
Ao entardecer, debruçado pela janela,
E sabendo de soslaio que há campos em frente,
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.

Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas cousas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos ...

Por isso ele tinha aquela grande tristeza
Que ele nunca disse bem que tinha,
Mas andava na cidade como quem anda no campo
E triste como esmagar flores em livros
E pôr plantas em jarros...

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema III"
Heterónimo de Fernando Pessoa

19 de fevereiro de 2010

Desvendar os olhos...

La liseuse (A leitora) - Renoir (1841 - 1919)

Uma interessantíssima obra do pintor impressionista francês que retrata a leitura como um acto solitário. Mas será bem assim?
Quanto mais interações se travarem, nas palavras de Borges, tanto mais haverá possibilidade de se ampliarem as possibilidades de atribuir sentido à leitura. É o leitor que tem a capacidade de fazer voar a fantasia através das páginas do livro, as asas da borboleta. Então, a cada leitura, o leitor já não será o mesmo!
Vale a pena pensar nisto...

16 de fevereiro de 2010

Biblioteca digital.

E se pudessemos ouvir um livro?
Aqui fica uma sugestão para hoje: O Pescador que Nunca Pescava Nada de Raffaello Bergonce. Visitem o site com os vossos filhos e deliciem-se com eles.

15 de fevereiro de 2010

A Camilo promove a leitura.

Emoções no feminino.

Cartas de Amor de Grandes Mulheres
Um livro da Bertrand Editora de cartas de amor, de sentimentos e emoções expressos numa linguagem cuidada e rebuscada, que é bom conhecer nesta época de namoros fast food e de declarações de amor por e-mail, sms ou via net.

13 de fevereiro de 2010

O Segredo é amar...


O segredo é amar por mil razões e sem razão.

Amar, só por amar(...)

Viver em cada instante a eternidade.


Fernanda de Castro, in Poesia I

Todas as cartas de amor são ridículas.

Todas as cartas de amor são ridículas.

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos

Sugestão do mês de Fevereiro

O Velho que Lia Romances de Amor uma obra do chileno Luís Sepúlveda, publicada em 1989, que narra a aventura de António José Bolívar Proaño, protagonista desta história e aficionado leitor de romances de amor.

12 de fevereiro de 2010

O que interessa mais que tudo é ensinar a ler!

A primeira condição para ler bem consiste em estar com disposição, ter o espírito e o coração abertos. É impossível penetrar no pensamento do autor e saborear o encanto da sua obra, se não nos deixarmos dominar pela leitura.

O acto de ler

Tempos houve em que a leitura de um livro era um prazer inestímável. Para grande número de homens que pensavam ser a existência mais alguma coisa que a ociosa contemplação dos objectos, ler equivalia a assistir, vamos lá, a um bom espectáculo. sabia-se escolher os bons autores, não se andava atrás de uma fama provisória e lorpa, que a publicidade engendra.
O cinema, o futebol e a televisão ocupam actualmente a maior parte das horas do ócio dos nossos cidadãos. Um livro é, portanto, considerado um objecto de luxo para muitas pessoas, só se usando nas praias ou nas termas, à frente dos outros, ou para provocar mais depressa o sono.
Antunes da Silva - Uma Pinga de Chuva

9 de fevereiro de 2010

Inconcebível!

Leiam esta notícia chocante sobe a destruição de parte do nosso espólio literário. Realmente, inconcebível!

8 de fevereiro de 2010

Poesia também é vida!



No passado dia 5 de Fevereiro, aconteceu poesia na Escola Secundária Camilo Castelo Branco, no âmbito do PNL Ler+ Novas Oportunidades.
O público foi brindado com a presença do "trovador" Ivo Machado e do "dizeur" António Sousa.
E, como "uma imagem vale mais do que mil palavras", as palmas que se vêem na fotografia retratam o entusiasmo partilhado... melhor que qualquer legenda.
Obrigado e parabéns.

7 de fevereiro de 2010

Pelo sonho é que vamos...

Faleceu em 1952 neste dia o poeta Sebastião da Gama. Poeta e professor português, a sua obra encontra-se ligada à Serra da Arrábida, onde vivia e que tomou por motivo poético de primeiro plano (desde logo no seu livro de estreia, Serra-Mãe, de 1945), e à sua tragédia pessoal motivada pela tuberculose.
O seu Diário, editado postumamente em 1958, é um interessantíssimo testemunho da sua experiência como docente e uma valiosa reflexão sobre o ensino.

5 de fevereiro de 2010

A leitura é um enlace entre dois mistérios: o do autor e o do leitor

É hoje o recital de poesia organizado pela equipa do CNO no âmbito do seu Plano de Actividades para o projecto Novas Oportunidades a LER+.
Contamos consigo mais logo...